O último grito do fim de semana

Não conseguiu sair na sexta e nem no sábado? Calma, a Selvagem ainda pode salvar seu findi

Vem aí mais um Taiguara Sessions!

A principal atração do festival será a Orquestra Brasileira de Música Jamaicana

Obá!: homenagem a Cosme e Damião

Uma das principais festas afro-brasileiras de São Paulo celebrará a data dos santos gêmeos

Conheça a Druguis Party

Curte rock, indie rock e pop? A Druguis é a festa para você

Nesta quinta: Pilantragi no Mundo Pensante!

Os ritmos brasileiros empolgantes e os clássicos da MPB em mais uma edição da festa de Rodrigo Bento

quarta-feira, 11 de junho de 2014

Festa de rua: o Buraco da Minhoca

Foto: Bruno Alves

Durante os dias da semana, o túnel que passa embaixo da Praça Roosevelt, dando caminho a quem vai para o Minhocão, é um caos de carros trânsito. Em algumas noites, porém, é palco de uma das experiências mais surreais de São Paulo – o Buraco da Minhoca.

A primeira festa no túnel foi em janeiro deste ano – ela  se repetiu em fevereiro, março e abril. Em maio, houve uma festa privada no local – a próxima edição deve acontecer em junho, mas ainda não tem data divulgada.

A balada é totalmente gratuita, e democrática em todos os aspectos – o público é uma miscelânea total, de todos os gêneros, gostos e lugares da cidade. A música, também – na mesma noite, dá para ouvir cumbia, passar pela MPB e terminar na música eletrônica.

Apesar de ser um espaço público, o ambiente é totalmente legalizado. A Agência de Rolê recomenda levar sua própria cachaça, mas, se não puder e for bom de lábia, é possível negociar a cerveja no esquema “duas por cinco” com ambulantes.

A pegação até rola, mas não é o foco da festa. A ideia é encontrar um jeito de curtir São Paulo, em um lugar que é visto como nefasto pelas pessoas que circulam durante o dia. E, de fato, os muros de concreto pichados do túnel escuro são surpreendentemente aconchegantes.


Não precisa se preocupar com “o rapa” – desde março, o Buraco da Minhoca está totalmente legalizado com a Prefeitura, CET, GCM e Secretaria de Segurança Pública. O único e justo pedido é para que não se jogue lixo no chão, causando risco de enchentes.

O último evento foi no dia 1º de junho. Fique de olho na página do Facebook para saber a próxima data!


terça-feira, 10 de junho de 2014

Festa na USP: Quinta e Breja

A quinta-feira é a nova sexta. O fim de semana em São Paulo, já faz tempo, começa já na quinta. E para esse dia a Agência do Rolê sugere: Quinta e Breja, um lugar em que todas as quintas bomba e é certeza de sucesso. O evento é organizado pelo Centro Acadêmico da Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP) e acontece na área verde da própria Cidade Universitária, no Butantã.

É a típica festa universitária. Aberta, eclética, barata e divertida.

Lá o ambiente é totalmente legalizado, a cerveja é barata, tem música de primeira qualidade e super tranquilo. A pegação fica em segundo plano e as rodas de conversas dominam os gramados da ECA.

Há também música ao vivo apresentada pelos próprios alunos. Às vezes tocam forró, às vezes é blues, rock, rap, samba e até MPB. Tem também as bandas que tocam de tudo em uma noite só.

O lugar é super democrático, lá você acha de tudo mesmo. Para passar bem a noite, R$ 20 é mais do que o suficiente e você ainda volta ziguezagueando para a casa. Com R$ 5 você compra três latas de cerveja. Nas nossas contas, beber R$15 e depois comer um pastel por R$ 3 é o suficiente. Com os R$ 2 que sobram você ainda pode arriscar em duas cachaças. Pode ser disco voador (cachaça com limão açúcar e canela), ou “listerine” cachaça com groselha. Os dois são uma delícia!

Quinta pode te surpreender. Então, se você confiar bastante na gente, não deixe de passar pela Quinta e Breja.

Detalhe! Se você não é aluno da USP, a entrada só é permitida até às 20h. Depois disso só ônibus ou “justificativa plausível” (dizer que vai buscar a irmã é sempre uma boa). Então chegue cedo ou vá de ônibus.

O rolê é bom, junte sua galera e vá prestigiar!

U-Bahn: estação da loucurage


Quer gastar pouco, ficar bem louco, fazer amizade com todo mundo do rolê e acabar a farra em uma after? A gente pode te sugerir como. Pertinho da estação Paulista do metrô, às sextas-feiras, acontece a U-Bahn. A festa, com o slogan “estação da loucurage”, tem motivações de Berlim.

André Pollak, o fundador, sentiu falta de uma baladinha desse tipo quando voltou da capital da Alemanha. “Senti uma necessidade de uma cena livre que as pessoas pudessem transitar sem ter aquele apego ao ambiente genérico de 'balada'”, contou à Agência de Rolê. “Também tinha a vontade de revelar novos DJs e expoentes baseados numa interligação cultural entre São Paulo e Berlim, onde existe uma das cenas Techno mais sérias do Mundo”.

O som é pesado, o ambiente é apertado, o local é interessante: Misture Bar, ao lado de um sex shop, no cruzamento da Avenida Paulista com a Consolação. Ou seja, não espere uma iluminação à D.EDGE e drinks sofisticados. Vá de breja e catuaba. “O lugar que escolhi para as edições é proposital, por lembrar os mini-clubes e inferninhos da Alemanha, criando um filtro natural em que a primeira coisa que se aprecia é a música”, relata Pollak.

As raízes da U-Bahn é de meados dos anos 2002, pós-explosão da cena Electroclash. Entretanto, André Pollak percebeu que desde então a cena Techno de rua desapareceu. A festa surgiu justamente para proporcionar música boa sem cobrar nada por isso. “Diferente de que alguns pensam ou dizem, a ideia não é ser Berlim, mas é trazer um pouco dessa cena Techno séria”, se defende.

“O nome é só uma alusão e homenagem à cidade onde as festas duram 2 ou 3 dias e as pessoas estão realmente engajadas a dançar e ouvir música eletrônica”, explica.






(Fotos: divulgação)

Sexta-feira na Vila Madalena

Sexta-feira à noite e você não tem destino certo ainda? A Agência de Rolê pode te ajudar nisso!

A Vila Madalena é um dos bairros mais movimentados da nota paulistana. Durante as sextas e sábados os bares ficam cheios de gente. As calçadas ficam cheias de gente. As ruas ficam cheias de gente. O bairro inteiro fica cheio de gente.

Já deu 23h e você esta procurando seu rolê? Então a gente indica o seguinte. Nesse horário, esquece, parar o carro por lá é um inferno. Se tem algum bar bom, com lugar na rua para o seu carro, sem um flanela te extorquindo, é o Bar do Sacha (Rua Original). Lá você pode estacionar e já tomar uma cerveja esperando seus amigos chegarem. É um bom ponto de encontro. A partir daí depende de quanto dinheiro você tem. Se não tiver muito, ficar no Sacha é uma boa. O bar não fecha cedo, não é muito caro e agitado. A Original custa R$ 5.

Se você tiver R$20 para pagar para entrar seco em um rolê a dica é o Centro Cultural Rio Verde (Rua Belmiro Braga). O espaço é uma delícia e as festas são sempre com boas músicas, voltadas para a MPB. Tranquilo para tomar uma cerveja lá dentro, uma catuaba se for do seu gosto. Mas queima seu baseado lá fora, dentro da casa é sujeira. Dica importante, pra não gastar tanto lá dentro. Vá no Bar do Corno, ali do lado, barato, bom pra fazer um esquenta.

Centro Cultural Rio Verde: a música é boa, mas evite beber lá dentro (Foto: Reprodução/Facebook)


Outra opção, se você tiver no bolço R$30 seco para entrar em um rolê, é ir para a Rua Cardeal Arco Verde, lá pelo número 1500. Duas casa ali são legais. Tem o Espaço Urucum e o Zé Presidente. No Urucum a noite é boa. Um terraço enorme no alto do prédio é a parte mais gostosa do rolê. Lá eles tocam música ao vivo, é legalizado e rola até de sair acompanhado. 


Confira o terraço do Espaço Urucum (Foto: Reprodução/Facebook)


Já o Zé presidente não é muito diferente. Uma casinha psicodélica que também toca música ao vivo e tem um fumódrodo legalizado e muito animado. O lance é ir para a porta dos dois, que são praticamente vizinhos e ver qual estilo musical do dia. Lá a variedade vai de blues até samba, passa por mpb, rap, black music e por ai vai. Ai você escolhe o que te agradar mais.



O fumódromo do Zé Presidente é legalizado! (Foto: Reprodução/Facebook)


Depois de ter curtido a balada que você escolheu sua noite não precisa acabar. Tem sempre o Matrix. O Matrix fica no point mais badalado da Vila. Na Aspicuelta, entre a Fradique e a Fidalda. Lá enche quando os bares fecham. Se vcê chegar até as 2h, vai achar que é o rolê mais miado do lugar. Mas a partir das 3h o lugar enche. Para homen custa R$ consuma, para mulher é de graça. Se você estiver em um casa podem rachar, R$20 para cada e da para beber bem lá dentro. Lá você fica até às 8h se quiser.

Se ainda tiver folego, meus parabéns, mas às 8h da manhã as coisas já estão fechada... Mas nunca subestime a Vila Madalena. Bares eternos são os da esquina da Morato com a Cardeal, famosa “Já Morreu”. O Na Brisa e o Copo à Copo, vão até o último cliente cansar.

Dica importante. No Copo à Copo você encontra uma coxinha espetacular. Sem preconceito, come uma e duvido que pare na primeira.

Noite longa, hora de ir para a casa. Se quiser comer alguma última coisa antes de dormir, nesse horário, caso seja sexta para sábado, a feira de rua da Vila já está a mil. Bater um pastel e uma caldo de cana sempre cai bem, ela acontece na Mourato Coelho.

segunda-feira, 9 de junho de 2014

Os 5 melhores DJs de São Paulo, por Paulo Tessuto

(Foto: Reprodução/Facebook)

Paulo Tessuto definitivamente faz a noite valer a pena. O DJ, residente da D.EDGE e fundador da festa Carlos Capslock, manda muito em Deep House, Downtempo, Nu Disco e Techno. Você nem precisa desembolsar muita grana pra viajar no som do cara, porque ele frequentemente toca de graça em espaços públicos, como no Buraco da Minhoca.



Porém, essa publicação não é sobre Tessuto. A Agência de Rolê pediu para o DJ indicar cinco outros DJs que você precisa ouvir em uma balada.

1 - Márcio Vermelho
"Porque toda vez que ele toca, eu não conheço a maioria das músicas. Ele é um DJ com uma técnica muito boa, além da pesquisa."



2 - Jjoão Paes
"Versátil e inteligente nas mixagens, Jjoão vem se destacando esse ano."



3 - Hubert
"Sempre com uma pegada Future Funk e pesquisa intensa."



4 - Psilosamples
"Melhor produtor brasileiro, na minha opinião. Sempre inovando nos timbres dos lives."



5 - Lcio
"Atua em diversos lives e ainda matém a originalidade de seus sons. Sempre acrescenta instrumentos acústicos inusitados."

terça-feira, 3 de junho de 2014

Festa pra ver

Fique atento quando a descrição da festa para qual você foi convidado tiver a atração "Laço". Fique atento às paredes. O coletivo Laço leva às baladas projeções visuais que te deixaram na dúvida entre dançar ou admirar o trabalho deles. Além dos telões com cores em movimento, os integrantes do grupo promovem performances, exposições e música eletrônica.

O artista Daniel Scandurra, que integra a nova formação da banda Ira!, se inscreveu para participar do evento após ir em uma edição. "Achei muito legal a proposta de interistalações multmídias", conta.












A Laço acontece, geralmente, no subsolo do Paço das Artes, na Cidade Universitária da USP. Na última edição, que aconteceu no dia 24 de maio, a entrada foi gratuita e o público conferiu instalações, performances, feira de arte impressa e um line-up de nove DJs. Além de fazer festas próprias, o grupo se une a outros coletivos para eventos mais abrangentes. Na Virada Cultural, por exemplo, as telas das projeções eram os prédios em frente ao espaço cedido para a festa Voodoohop (no meio da cracolândia).






Rafael RG, que já fez intervenção artística na festa, gosta das projeções e dos VJs selecionados. Entretanto, ele pontua: "A priorização da parte visua é bem interessante, mas gera uma dificuldade, assim como em outros projetos, que é a interpretação de um evento cultural como festa ou não". 

Quando não estão produzindo para a noite, os integrantes do coletivo fazem arte para a internet. Eles já produziram dois vídeos para o "Laço TV". No primeiro episódio, uma projeção feita em um prédio de São Paulo ganha trilha sonora. Já a sequência da série é uma performance dos artistas Pilantröpóv Pausãnias e Volatille Ferreira. 


LAÇO TV - 1 from LAÇO on Vimeo.


LAÇO TV 2 from LAÇO on Vimeo.

(Fotos: Reprodução/Facebook)

Baladas na semana

Não precisa mais esperar a sexta-feira chegar para se jogar em uma balada. Se você não tiver que acordar cedo no dia seguinte ou é corajoso ao ponto de ir trabalhar virado e de ressaca, baladas boas no meio da semana é o que não falta em São Paulo. 

Confira dicas das melhores festas de segunda à quinta-feira:

Segunda:
ON THE ROCKS

(Foto: André Ligeiro)
No D.EDGE (Alameda Olga, 170) toda segunda-feira há 13 anos, a On The Rocks atrai os roqueiros de São Paulo. Focka, João Gordo e outras figurinhas dessa cena comanda o som da festa. A entrada é salgada: chega até R$ 40,00 para mulheres e R$ 50,00 para homens. André Ligeiro, fotógrafo que já tocou em algumas edições, fala o porque frequenta a festa: "Eu amo porque toca só rock dos bons. Como é em uma segunda-feira não é absurdamente cheia, sempre com pessoas bem bonitas. Por ser no D.EDGE, o sistema de som e a iluminação são incríveis!" 

Terça:
CHOCOLATE
(Foto: Like a diamond)
A melhor balada da Clash Club (Rua Barra Funda, 969) acontece em uma terça-feira! Mesmo que você não goste de hip hop, nenhuma outra casa noturna no dia vai te deixar tão animado quanto essa. Se prepare para ouvir M.I.A., Azealia Banks, Soulja Boys, Macklemore e outros artistas mainstream do gênero. Se colocar o nome da lista, as mulheres nem pagam para entrar, caso contrário desembolsam apenas R$20,00. Como de costume (e um péssimo costume), os homens pagam mais: R$30,00 com lista e R$40,00 sem.

SARAU ERÓTICO
(Foto: Birao Ramin)
60% mais underground que a Chocolate, essa festa, infelizmente, só acontece uma vez por mês. Organizada pelo Coletivo Yopará Integração e realizada na Confraria NossaCasa (Belmiro Braga, 202), o Sarau Erótico reúne poesia, música, arte e erotismo em uma festa estranha com gente esquisita. A entrada é honesta, apenas R$6,00 pra quem chegar antes das 23h e R$12,00 para os atrasadinhos.

Quarta:
MUITO ROCK
(Foto: Reprodução/Facebook)
Festa íntima. Tão íntima que talvez você sinta até que não foi convidado. A trilha sonora da baladinha que acontece no Bar Secreto (Rua Alvaro Anes, 97) é repleta de rock alternativo. Além das bandas que tocam ao vivo, a Muito Rock também convida artistas como a Mel Gonçalves (Banda Uó) e Lovefoxxx (Cansei de Ser Sexy) para tocar DJ sets. A idealizadora da festinha, Marina Abadjieff, te dá dois motivos para conferir: "É uma festa descompromissada que acontece em um dia mais morto na cidade. Ela também tem o preço democrático, com double beer das 19h às 23h na hamburgueria ao lado, o Chez Burger". Para entrar, é cobrado o preço da consumação: R$20,00 com nome na lista e R$40,00 sem o nome.

Quinta:
PILANTRAGI
(Foto: Ariel Martini/I Hate Flash)
Talvez por estar tão próximo do fim de semana, a Pilantragi sempre dá uma fervida. Antes realizada no Bebo Sim, a nova casa da festa do DJ Rodrigo Bento acontece no Mundo Pensante (Rua 13 de Maio, 825). Toda quinta-feira, a casa é invadida pelo som de artistas brasileiros como Adoniran Barbosa, Roberto Carlos, Novos Baianos, Gilberto Gil e outros que você sempre quis ouvir na pista. Bento tem se preocupa sempre com a acessibilidade do público, e por isso não cobra caro: R$20,00, e se você chegar antes das 22h, pode levar uma dose de catuaba ou cachaça de brinde ou entrar com acompanhante.