O último grito do fim de semana

Não conseguiu sair na sexta e nem no sábado? Calma, a Selvagem ainda pode salvar seu findi

Vem aí mais um Taiguara Sessions!

A principal atração do festival será a Orquestra Brasileira de Música Jamaicana

Obá!: homenagem a Cosme e Damião

Uma das principais festas afro-brasileiras de São Paulo celebrará a data dos santos gêmeos

Conheça a Druguis Party

Curte rock, indie rock e pop? A Druguis é a festa para você

Nesta quinta: Pilantragi no Mundo Pensante!

Os ritmos brasileiros empolgantes e os clássicos da MPB em mais uma edição da festa de Rodrigo Bento

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

O ex-túmulo do samba

Quem não gosta de samba, bom sujeito não é. Em São Paulo há,  todo os dias, casas de samba com eventos que valem a pena. Na Vila Madalena, bairro bom pra rolê, temos de domingo a domingo shows de samba em lugares como o Ó do Borogodó, o Pau Brasil e o bar Roda Viva.

Em uma casinha singela, na rua Horácio Lane, está o Ó do Borogodó. Rolê legal, mas durante os finais de semana a casa acaba ficando muito cheia, é mais gostoso nas noites de domingo à quinta. Lá você tem música ao vivo e muita gente animada, é para ir para dançar. As bandas são dedicadas aos ritmos brasileiros, principalmente ao samba e ao choro. O público varia entre 20 e 30 anos e rola um ambiente bom para conhecer gente nova. O preço é acessível, paga R$ 20 reais na entrada e lá dentro a cerveja é de garrafa. Por R$ 6,50 você compra um deliciosa Itaipava. Se você é mais exigente, ou está tentando impressionar alguém, ai coça o bolso, compra uma Serra Malte por R$ 10.  A caipirinha é R$12. Na área de fumante há uma benevolência com quem gosta de uma fumaça mais legal. O local é extremamente agradável, simpático e descontraído. O ponto alto é a música. De primeira qualidade você curte samba até de madrugada mesmo durante a semana, a casa fecha às 3h. Só no domingo que o Ó fecha ás 00h.

Divulgação/Facebook

Há uns 50 metros entre o Ó do Borogodó e uma portinha discreta, na Inácio Pereira da Rocha, 54. Sem sinalização na frente. Esta é a entrada do bar Pau Brasil. Dedicado ao samba de raiz, o som la dentro é conduzido por rodas de samba em alguns dias. Em outros dias, a música fica por conta dos próprios donos do agradável recinto. Um simpático casal de velhinhos que tocam piano e cantam junto com os clientes e amigos da casa, animam o ambiente. O som é de primeiríssima qualidade e a cerveja é gelada. A rapaziada solteira está sempre por lá, preparada para arriscar uns passinhos de danças. Por isso o barzinho é animado. O preço é bem camarada. Tem um couvert artístico de R$ 8 e, depois, é a cerveja que você pedir, por volta de R$ 7, e a cachaça, bem servida por R$ 4. Para que gosta de samba quente e cerveja gelada, é um prato cheio.

Divulgação/Facebook

Seguindo na linha de lugarzinho gostoso na Vila Madalena. Chegamos no Roda Viva, ainda alí do lado, na rua Padre João Gonçalves, 162. A proposta é um pouco diferente. Talvez seja um lugar mais para casal. A música lá é mais MPB, no esquema um banquinho e um violão, os músicos costumam dar toda uma atenção especial para a obra de Chico Buarque na hora de montar suas set-lists. Mas é claro como o pessoal do Roda Viva não é ruim da cabeça e nem doente do pé, lá há muito samba e muito choro também. As paredes são enfeitadas com capas de LPs antigos, fica bem legal o visual, aconchegante. O pessoal fica mais sentado, uma pegada um pouco mais contemplativa. Porém, quando os músicos querem, colocam um pouco mais de dendê no som e a pista está formada. O bolinho de mandioca com recheio de carne-seca desfiada é um bom companheiro para a cerveja Brahma. Você paga de R$ 10 à R$ 30 para entrar, dependendo do dia. A cerveja custa cerca de R$ 9. Cuidado! Não aceita cartões.

Divulgação/Facebook

Os três bares musicais são uma delícia e devem ser visitados por quem gosta de samba, cerveja, dança e animação. As casas funcionam de domingo a domingo e são sempre uma ótima opção de rolê gostoso.


Sexta-feira animada

Quem quiser dançar ao som de qualidade e autoral, hoje é um bom dia na capital paulistana.
A cidade cinza tá repleta de eventos nessa sexta feira chuvosa. Vamos sacudir a poeira, deixar o sofá de lado e colocar o sapato para rebolar.

No Espaço Cultural Puxadinho da Praça, Rogério Pitomba promete fazer o final de semana começar com o pé direito. Ele iniciou a carreira como baterista aos 17 anos. E no ano seguinte já ganhou o “Prêmio Hangar de Música Potiguar”.

Na Confraria NossaCasa, a festa Di Ver Gente agita a Vila Madalena ao som do Rapper Gog – O poeta do rap nacional. E ainda tem a participação de Roberta Estrela D’Alva.

No Centro Cultural Rio Verde, o happy hour da Catraca Livre faz o rolê começar cedo. Depois, muito groove, funk, soul, samba rock, rap e ragga colorindo a pista. É samba no pé, amor no coração e funk na cabeça! Line up de Grooverdose, Amanajé Sound System e Coletivo Groove Stuff.

Tá bom ou ainda quer mais? Na Casa do Mancha, Bruno Souto se apresenta com o disco solo “Estado na Nuvem”.

Chega de desculpas e prepara a ressaca de sábado de manhã.
Bom final de semana!



Serviço:

Espaço Cultural Puxadinho da Praça, dia 26/09, às 19h, classificação: 18 anos, duração 60 minutos. Entrada: R$ 15. Lotação: 80 pessoas. Contato - 11 23379901 contato.puxadinho@gmail.com INGRESSOS R$ 20,00 e R$ 15,00 com nome na lista
A PARTIR DAS 23HS

Nossacasa Confraria das Ideias
RUA BELMIRO BRAGA, 202 - PINHIEIROS / SP
INFORMAÇÕES: 2371 8301
Centro Cultural Rio Verde: Rua Belmiro Braga, 119, 05432-020 São Paulo
20$ até às 13h
30$ após 


Casa Do Mancha: Rua Filipe de Alcaçova, s/n, 05416-020 São Paulo
Abertura da casa: 19h
Show às 21h
R$20
*dinheiro/ débito

Vem aí mais um Taiguara Sessions!

Já faz quase 20 anos desde que as Casas Taiguara deu início a um extenso trabalho de acolhimento de crianças e jovens em situação de rua. Desde 2012, mensalmente, a entidade organiza um festival com diversas atrações culturais e shows de música instrumental: o Taiguara Sessions.


Após 18 edições bem-sucedidas, a entidade prepara-se para celebrar o evento mais uma vez. A 19ª edição do festival já tem data para acontecer, e será no próximo domingo, dia 28 de setembro, no Mundo Pensante, localizado no tradicional bairro da Bela Vista, em São Paulo. Todos os recursos gerados são revertidos para as Casas Taiguara.

Desta vez, a principal atração do festival será a Orquestra Brasileira de Música Jamaicana (OBMJ). Criada por Sergio Doffiatti e Felippe Pipeta, a banda apresentará seu novo álbum, “Volume II – O Baile Continua”, que reforça a missão de trazer ao público a música brasileira embalada pelos ritmos jamaicanos. O repertório conta com composições de Luiz Gonzaga, Tim Maia, Jorge Bem, Wilson Simonal, entre outros. O DJ Rodrigo Bento, residente da festa Pilantragi, abre o evento e prepara terreno para a OBMJ.

Saiba mais sobre a 19ª edição do Taiguara Sessions:

Data: 29 de setembro
Horário: a partir das 16h
Local: Mundo Pensante (Rua 13 de maio, 825 – Bela Vista – São Paulo)
Entrada: R$25

Mais informações aqui: https://www.facebook.com/taiguarasessions 

Obá!: homenagem a Cosme e Damião

Anualmente, celebra-se o Dia de São Cosme e Damião, os santos gêmeos que morreram por volta de 300 d.C. e foram beatificados por terem exercido a medicina sem cobrar por isso, em atos de devoção pela fé. A Igreja Católica tradicionalmente celebra a data em 26 de setembro, mas as religiões afro-brasileiras o fazem no dia seguinte, dia 27 de setembro.


Para a felicidade dos paulistanos, este ano o dia 27 do mês nove cai num sábado e a festa Obá!, uma das principais festas afro-brasileiras de São Paulo, já preparou uma festa incrível para celebrar a data e homenagear os santos gêmeos.

Para quem não conhece, a festa Obá! reúne um mix de referências à cultura africana com muito daquilo que os brasileiros têm a oferecer. Música, dança, gastronomia e intervenções artísticas estão prometidas. Criada e produzida pelo fotógrafo Jonatha Cruz, a festa convida DJs, músicos, artesãos, chefs de cozinha e artistas que se aproximem, gostem ou tenham alguma relação com a temática afro-brasileira. A amarração de turbantes e as pinturas corporais já são marca registrada da festa. O resultado: muita energia regada à cor, sorrisos, sabores, batuques e bailados.

Animou? Veja mais detalhes sobre a festa:

Data: 27 de setembro, sábado
Horário: a partir das 23h
Local: Morfeus (Rua Ana Cintra, 110 - Santa Cecilia/SP)
Entrada: 20 reais e, após a meia-noite, 25 reais
Aniversariantes do mês ganham VIP. É só levar o RG.


Fique por dentro desses e outros detalhes do evento, clicando aqui: https://www.facebook.com/events/693840980694143/?fref=ts

Conheça a Druguis Party



Curte rock, indie rock e pop? A Druguis é a festa para você! Unindo amizade, arte e música, a Druguis Party vem fazendo a noite de muitos paulistanos!


Organizada pela Orange produções, o nome da festa não tem nada a ver com drogas (ao contrário do que muita gente pensa). “Druguis é uma palavra originada do russo e quer dizer amigo, era como os integrantes do grupo do Alexander Delarge se chamavam no filme Laranja Mecânica” diz Marcos Paiola, criador da Druguis.

Esse ano as festas que mais bombaram foi a festa com Queens Of The Stone Age cover e com a Name the Band. E nessa sexta (26) vai rolar Cover de Queens Of The Stone Age de novo, com a banda Burn The Queen. Vai perder?  

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Nesta quinta: Pilantragi no Mundo Pensante!

Os ritmos brasileiros empolgantes e os clássicos da MPB comandados pelo DJ Rodrigo Bento e convidados invadem a Bela Vista religiosamente todas as quintas-feiras, a partir das 20h, para mais uma edição da tradicional festa Pilantragi.




O badauê acontece no Mundo Pensante, um espaço multicultural localizado na Rua Treze de Maio que já virou parte essencial do cenário noturno dos paulistanos.

Com projeções durante toda a noite, a playlist da festa conta com grandes nomes da nossa música, que vão desde Carmen Miranda até Cazuza. Os maiores expoentes nacionais marcam presença nas festas, como Caetano Veloso, Gal Costa, Gilberto Gil, Novos Baianos e companhia. O clima contagiante e alegre é a principal marca da Pilantragi, que desta vez traz Luiz Bertazzo, residente da tradicional “Brasilidades”, de Curitiba, ao lado do DJ Yuri Tarone, que volta à Pilantragi depois de não conseguir se apresentar na última edição por problemas técnicos.

A entrada custa apenas 20 reais e quem chegar até às 22h poderá escolher entre levar um acompanhante grátis e ganhar uma dose de cachaça ou catuaba.

Os ingressos podem ser adquiridos tanto na porta quanto pela internet. Está fazendo aniversário? A festa garante seu VIP! Animou? Clique aqui e fique por dentro de outros detalhes da festa.

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

O último grito do fim de semana

Foto: Reprodução/Facebook

Você provavelmente já deve ter passado pela Paribar, antigo reduto da bossa nova e tropicália paulistana. Mas, talvez, você nunca encontrou aquele bar tão animado quanto em um domingo de Selvagem. Das 16h às 22h, uma vez por mês, o badalo é no centro, no barzinho da simpática praça Dom José Gaspar.

Às vezes, a Selvagem até se arrisca a sair da sua casa. No último sábado, a festa foi realizada em uma praça do Morumbi. E no domingo, foi a Skol Beats Factory que hospedou os selvagens.

E sabem o que é melhor? A festa é de graça, na praça, sem caô. Cheio de gente linda, descolada e misturada, já que não tem preço que selecione o público. Sem frescuras. Aliás, o único ponto negativo é o valor das bebidas: a gente nem vai te falar o preço da long neck que é pra não te assustar. Em compensação, tem sempre vários ambulantes ao redor da festinha.

O som, comandado pela dupla de discotecários Millos Kaiser e Trepando, é incrível. Geralmente, é uma mistura de soft e deep house, funk, disco, música brasileira e uma pitadinha de techno.

O público da Selvagem conta porque encerram o seu fim de semana no Paribar:

“Eu acho que é uma festa que agrega gente diversificada, de graça num espaço público do centro. A música é muito boa e despretensiosa”, Larissa 
Pádua.

“Assim, o legal da Selvagem é que é uma festa de graça que acontece num espaço público com uma periodicidade constante. Por ser na rua, as opções de se virar na festa são várias, você não depende de um bar específico para comprar bebidas ou de um lugar lotado para ir ao banheiro, você pode sair dali e ir pra qualquer outro lugar. Mas. no geral, eu nunca saio de casa no domingo pensando em colar nessa festa, acabo indo quando estou pela região central já fazendo algum programa de domingo”, Aline Scudeller.

“Eu vou porque sempre acordo disposta no domingo pra praça do lado da minha casa”, Natasha Hollinger.

Foto: Leandro Fontana

quarta-feira, 11 de junho de 2014

Festa de rua: o Buraco da Minhoca

Foto: Bruno Alves

Durante os dias da semana, o túnel que passa embaixo da Praça Roosevelt, dando caminho a quem vai para o Minhocão, é um caos de carros trânsito. Em algumas noites, porém, é palco de uma das experiências mais surreais de São Paulo – o Buraco da Minhoca.

A primeira festa no túnel foi em janeiro deste ano – ela  se repetiu em fevereiro, março e abril. Em maio, houve uma festa privada no local – a próxima edição deve acontecer em junho, mas ainda não tem data divulgada.

A balada é totalmente gratuita, e democrática em todos os aspectos – o público é uma miscelânea total, de todos os gêneros, gostos e lugares da cidade. A música, também – na mesma noite, dá para ouvir cumbia, passar pela MPB e terminar na música eletrônica.

Apesar de ser um espaço público, o ambiente é totalmente legalizado. A Agência de Rolê recomenda levar sua própria cachaça, mas, se não puder e for bom de lábia, é possível negociar a cerveja no esquema “duas por cinco” com ambulantes.

A pegação até rola, mas não é o foco da festa. A ideia é encontrar um jeito de curtir São Paulo, em um lugar que é visto como nefasto pelas pessoas que circulam durante o dia. E, de fato, os muros de concreto pichados do túnel escuro são surpreendentemente aconchegantes.


Não precisa se preocupar com “o rapa” – desde março, o Buraco da Minhoca está totalmente legalizado com a Prefeitura, CET, GCM e Secretaria de Segurança Pública. O único e justo pedido é para que não se jogue lixo no chão, causando risco de enchentes.

O último evento foi no dia 1º de junho. Fique de olho na página do Facebook para saber a próxima data!


terça-feira, 10 de junho de 2014

Festa na USP: Quinta e Breja

A quinta-feira é a nova sexta. O fim de semana em São Paulo, já faz tempo, começa já na quinta. E para esse dia a Agência do Rolê sugere: Quinta e Breja, um lugar em que todas as quintas bomba e é certeza de sucesso. O evento é organizado pelo Centro Acadêmico da Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP) e acontece na área verde da própria Cidade Universitária, no Butantã.

É a típica festa universitária. Aberta, eclética, barata e divertida.

Lá o ambiente é totalmente legalizado, a cerveja é barata, tem música de primeira qualidade e super tranquilo. A pegação fica em segundo plano e as rodas de conversas dominam os gramados da ECA.

Há também música ao vivo apresentada pelos próprios alunos. Às vezes tocam forró, às vezes é blues, rock, rap, samba e até MPB. Tem também as bandas que tocam de tudo em uma noite só.

O lugar é super democrático, lá você acha de tudo mesmo. Para passar bem a noite, R$ 20 é mais do que o suficiente e você ainda volta ziguezagueando para a casa. Com R$ 5 você compra três latas de cerveja. Nas nossas contas, beber R$15 e depois comer um pastel por R$ 3 é o suficiente. Com os R$ 2 que sobram você ainda pode arriscar em duas cachaças. Pode ser disco voador (cachaça com limão açúcar e canela), ou “listerine” cachaça com groselha. Os dois são uma delícia!

Quinta pode te surpreender. Então, se você confiar bastante na gente, não deixe de passar pela Quinta e Breja.

Detalhe! Se você não é aluno da USP, a entrada só é permitida até às 20h. Depois disso só ônibus ou “justificativa plausível” (dizer que vai buscar a irmã é sempre uma boa). Então chegue cedo ou vá de ônibus.

O rolê é bom, junte sua galera e vá prestigiar!

U-Bahn: estação da loucurage


Quer gastar pouco, ficar bem louco, fazer amizade com todo mundo do rolê e acabar a farra em uma after? A gente pode te sugerir como. Pertinho da estação Paulista do metrô, às sextas-feiras, acontece a U-Bahn. A festa, com o slogan “estação da loucurage”, tem motivações de Berlim.

André Pollak, o fundador, sentiu falta de uma baladinha desse tipo quando voltou da capital da Alemanha. “Senti uma necessidade de uma cena livre que as pessoas pudessem transitar sem ter aquele apego ao ambiente genérico de 'balada'”, contou à Agência de Rolê. “Também tinha a vontade de revelar novos DJs e expoentes baseados numa interligação cultural entre São Paulo e Berlim, onde existe uma das cenas Techno mais sérias do Mundo”.

O som é pesado, o ambiente é apertado, o local é interessante: Misture Bar, ao lado de um sex shop, no cruzamento da Avenida Paulista com a Consolação. Ou seja, não espere uma iluminação à D.EDGE e drinks sofisticados. Vá de breja e catuaba. “O lugar que escolhi para as edições é proposital, por lembrar os mini-clubes e inferninhos da Alemanha, criando um filtro natural em que a primeira coisa que se aprecia é a música”, relata Pollak.

As raízes da U-Bahn é de meados dos anos 2002, pós-explosão da cena Electroclash. Entretanto, André Pollak percebeu que desde então a cena Techno de rua desapareceu. A festa surgiu justamente para proporcionar música boa sem cobrar nada por isso. “Diferente de que alguns pensam ou dizem, a ideia não é ser Berlim, mas é trazer um pouco dessa cena Techno séria”, se defende.

“O nome é só uma alusão e homenagem à cidade onde as festas duram 2 ou 3 dias e as pessoas estão realmente engajadas a dançar e ouvir música eletrônica”, explica.






(Fotos: divulgação)

Sexta-feira na Vila Madalena

Sexta-feira à noite e você não tem destino certo ainda? A Agência de Rolê pode te ajudar nisso!

A Vila Madalena é um dos bairros mais movimentados da nota paulistana. Durante as sextas e sábados os bares ficam cheios de gente. As calçadas ficam cheias de gente. As ruas ficam cheias de gente. O bairro inteiro fica cheio de gente.

Já deu 23h e você esta procurando seu rolê? Então a gente indica o seguinte. Nesse horário, esquece, parar o carro por lá é um inferno. Se tem algum bar bom, com lugar na rua para o seu carro, sem um flanela te extorquindo, é o Bar do Sacha (Rua Original). Lá você pode estacionar e já tomar uma cerveja esperando seus amigos chegarem. É um bom ponto de encontro. A partir daí depende de quanto dinheiro você tem. Se não tiver muito, ficar no Sacha é uma boa. O bar não fecha cedo, não é muito caro e agitado. A Original custa R$ 5.

Se você tiver R$20 para pagar para entrar seco em um rolê a dica é o Centro Cultural Rio Verde (Rua Belmiro Braga). O espaço é uma delícia e as festas são sempre com boas músicas, voltadas para a MPB. Tranquilo para tomar uma cerveja lá dentro, uma catuaba se for do seu gosto. Mas queima seu baseado lá fora, dentro da casa é sujeira. Dica importante, pra não gastar tanto lá dentro. Vá no Bar do Corno, ali do lado, barato, bom pra fazer um esquenta.

Centro Cultural Rio Verde: a música é boa, mas evite beber lá dentro (Foto: Reprodução/Facebook)


Outra opção, se você tiver no bolço R$30 seco para entrar em um rolê, é ir para a Rua Cardeal Arco Verde, lá pelo número 1500. Duas casa ali são legais. Tem o Espaço Urucum e o Zé Presidente. No Urucum a noite é boa. Um terraço enorme no alto do prédio é a parte mais gostosa do rolê. Lá eles tocam música ao vivo, é legalizado e rola até de sair acompanhado. 


Confira o terraço do Espaço Urucum (Foto: Reprodução/Facebook)


Já o Zé presidente não é muito diferente. Uma casinha psicodélica que também toca música ao vivo e tem um fumódrodo legalizado e muito animado. O lance é ir para a porta dos dois, que são praticamente vizinhos e ver qual estilo musical do dia. Lá a variedade vai de blues até samba, passa por mpb, rap, black music e por ai vai. Ai você escolhe o que te agradar mais.



O fumódromo do Zé Presidente é legalizado! (Foto: Reprodução/Facebook)


Depois de ter curtido a balada que você escolheu sua noite não precisa acabar. Tem sempre o Matrix. O Matrix fica no point mais badalado da Vila. Na Aspicuelta, entre a Fradique e a Fidalda. Lá enche quando os bares fecham. Se vcê chegar até as 2h, vai achar que é o rolê mais miado do lugar. Mas a partir das 3h o lugar enche. Para homen custa R$ consuma, para mulher é de graça. Se você estiver em um casa podem rachar, R$20 para cada e da para beber bem lá dentro. Lá você fica até às 8h se quiser.

Se ainda tiver folego, meus parabéns, mas às 8h da manhã as coisas já estão fechada... Mas nunca subestime a Vila Madalena. Bares eternos são os da esquina da Morato com a Cardeal, famosa “Já Morreu”. O Na Brisa e o Copo à Copo, vão até o último cliente cansar.

Dica importante. No Copo à Copo você encontra uma coxinha espetacular. Sem preconceito, come uma e duvido que pare na primeira.

Noite longa, hora de ir para a casa. Se quiser comer alguma última coisa antes de dormir, nesse horário, caso seja sexta para sábado, a feira de rua da Vila já está a mil. Bater um pastel e uma caldo de cana sempre cai bem, ela acontece na Mourato Coelho.

segunda-feira, 9 de junho de 2014

Os 5 melhores DJs de São Paulo, por Paulo Tessuto

(Foto: Reprodução/Facebook)

Paulo Tessuto definitivamente faz a noite valer a pena. O DJ, residente da D.EDGE e fundador da festa Carlos Capslock, manda muito em Deep House, Downtempo, Nu Disco e Techno. Você nem precisa desembolsar muita grana pra viajar no som do cara, porque ele frequentemente toca de graça em espaços públicos, como no Buraco da Minhoca.



Porém, essa publicação não é sobre Tessuto. A Agência de Rolê pediu para o DJ indicar cinco outros DJs que você precisa ouvir em uma balada.

1 - Márcio Vermelho
"Porque toda vez que ele toca, eu não conheço a maioria das músicas. Ele é um DJ com uma técnica muito boa, além da pesquisa."



2 - Jjoão Paes
"Versátil e inteligente nas mixagens, Jjoão vem se destacando esse ano."



3 - Hubert
"Sempre com uma pegada Future Funk e pesquisa intensa."



4 - Psilosamples
"Melhor produtor brasileiro, na minha opinião. Sempre inovando nos timbres dos lives."



5 - Lcio
"Atua em diversos lives e ainda matém a originalidade de seus sons. Sempre acrescenta instrumentos acústicos inusitados."

terça-feira, 3 de junho de 2014

Festa pra ver

Fique atento quando a descrição da festa para qual você foi convidado tiver a atração "Laço". Fique atento às paredes. O coletivo Laço leva às baladas projeções visuais que te deixaram na dúvida entre dançar ou admirar o trabalho deles. Além dos telões com cores em movimento, os integrantes do grupo promovem performances, exposições e música eletrônica.

O artista Daniel Scandurra, que integra a nova formação da banda Ira!, se inscreveu para participar do evento após ir em uma edição. "Achei muito legal a proposta de interistalações multmídias", conta.












A Laço acontece, geralmente, no subsolo do Paço das Artes, na Cidade Universitária da USP. Na última edição, que aconteceu no dia 24 de maio, a entrada foi gratuita e o público conferiu instalações, performances, feira de arte impressa e um line-up de nove DJs. Além de fazer festas próprias, o grupo se une a outros coletivos para eventos mais abrangentes. Na Virada Cultural, por exemplo, as telas das projeções eram os prédios em frente ao espaço cedido para a festa Voodoohop (no meio da cracolândia).






Rafael RG, que já fez intervenção artística na festa, gosta das projeções e dos VJs selecionados. Entretanto, ele pontua: "A priorização da parte visua é bem interessante, mas gera uma dificuldade, assim como em outros projetos, que é a interpretação de um evento cultural como festa ou não". 

Quando não estão produzindo para a noite, os integrantes do coletivo fazem arte para a internet. Eles já produziram dois vídeos para o "Laço TV". No primeiro episódio, uma projeção feita em um prédio de São Paulo ganha trilha sonora. Já a sequência da série é uma performance dos artistas Pilantröpóv Pausãnias e Volatille Ferreira. 


LAÇO TV - 1 from LAÇO on Vimeo.


LAÇO TV 2 from LAÇO on Vimeo.

(Fotos: Reprodução/Facebook)

Baladas na semana

Não precisa mais esperar a sexta-feira chegar para se jogar em uma balada. Se você não tiver que acordar cedo no dia seguinte ou é corajoso ao ponto de ir trabalhar virado e de ressaca, baladas boas no meio da semana é o que não falta em São Paulo. 

Confira dicas das melhores festas de segunda à quinta-feira:

Segunda:
ON THE ROCKS

(Foto: André Ligeiro)
No D.EDGE (Alameda Olga, 170) toda segunda-feira há 13 anos, a On The Rocks atrai os roqueiros de São Paulo. Focka, João Gordo e outras figurinhas dessa cena comanda o som da festa. A entrada é salgada: chega até R$ 40,00 para mulheres e R$ 50,00 para homens. André Ligeiro, fotógrafo que já tocou em algumas edições, fala o porque frequenta a festa: "Eu amo porque toca só rock dos bons. Como é em uma segunda-feira não é absurdamente cheia, sempre com pessoas bem bonitas. Por ser no D.EDGE, o sistema de som e a iluminação são incríveis!" 

Terça:
CHOCOLATE
(Foto: Like a diamond)
A melhor balada da Clash Club (Rua Barra Funda, 969) acontece em uma terça-feira! Mesmo que você não goste de hip hop, nenhuma outra casa noturna no dia vai te deixar tão animado quanto essa. Se prepare para ouvir M.I.A., Azealia Banks, Soulja Boys, Macklemore e outros artistas mainstream do gênero. Se colocar o nome da lista, as mulheres nem pagam para entrar, caso contrário desembolsam apenas R$20,00. Como de costume (e um péssimo costume), os homens pagam mais: R$30,00 com lista e R$40,00 sem.

SARAU ERÓTICO
(Foto: Birao Ramin)
60% mais underground que a Chocolate, essa festa, infelizmente, só acontece uma vez por mês. Organizada pelo Coletivo Yopará Integração e realizada na Confraria NossaCasa (Belmiro Braga, 202), o Sarau Erótico reúne poesia, música, arte e erotismo em uma festa estranha com gente esquisita. A entrada é honesta, apenas R$6,00 pra quem chegar antes das 23h e R$12,00 para os atrasadinhos.

Quarta:
MUITO ROCK
(Foto: Reprodução/Facebook)
Festa íntima. Tão íntima que talvez você sinta até que não foi convidado. A trilha sonora da baladinha que acontece no Bar Secreto (Rua Alvaro Anes, 97) é repleta de rock alternativo. Além das bandas que tocam ao vivo, a Muito Rock também convida artistas como a Mel Gonçalves (Banda Uó) e Lovefoxxx (Cansei de Ser Sexy) para tocar DJ sets. A idealizadora da festinha, Marina Abadjieff, te dá dois motivos para conferir: "É uma festa descompromissada que acontece em um dia mais morto na cidade. Ela também tem o preço democrático, com double beer das 19h às 23h na hamburgueria ao lado, o Chez Burger". Para entrar, é cobrado o preço da consumação: R$20,00 com nome na lista e R$40,00 sem o nome.

Quinta:
PILANTRAGI
(Foto: Ariel Martini/I Hate Flash)
Talvez por estar tão próximo do fim de semana, a Pilantragi sempre dá uma fervida. Antes realizada no Bebo Sim, a nova casa da festa do DJ Rodrigo Bento acontece no Mundo Pensante (Rua 13 de Maio, 825). Toda quinta-feira, a casa é invadida pelo som de artistas brasileiros como Adoniran Barbosa, Roberto Carlos, Novos Baianos, Gilberto Gil e outros que você sempre quis ouvir na pista. Bento tem se preocupa sempre com a acessibilidade do público, e por isso não cobra caro: R$20,00, e se você chegar antes das 22h, pode levar uma dose de catuaba ou cachaça de brinde ou entrar com acompanhante.